Governadora Celina Leão, retira Serrinha do Paranoá de plano para salvar BRB
Governadora Celina Leão, retira Serrinha do Paranoá de plano para salvar BRB
A decisão preserva a área
ecológica com minas d’água essenciais para o Lago Paranoá, em meio à crise do
banco por fraudes investigadas.

Governadora Celina Leão –
Fotos: Matheus Oliveira e Arquivo Pessoal
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão,
anunciou nesta quarta-feira (1º) a exclusão de parte da área da Serrinha do
Paranoá da lista de imóveis públicos que seriam usados como garantia para
empréstimos destinados a salvar o Banco de Brasília (BRB).
A proposta inicial havia sido feita pelo
ex-governador Ibaneis Rocha, que deixou o cargo recentemente, e foi aprovada
pela Câmara Legislativa do DF. No entanto, a inclusão da Serrinha na lista
gerou críticas de ambientalistas, acadêmicos, entidades civis e moradores da
região, devido à importância ecológica do local.
A Serrinha, situada entre as regiões
administrativas do Varjão e do Paranoá, é um trecho extenso de cerrado nativo
que abriga 119 minas d’água responsáveis por abastecer o Lago Paranoá,
manancial estratégico para o fornecimento de água à população do DF.
De acordo com a assessoria do governo, uma parte da
área de proteção ambiental da Serrinha será desvinculada da proposta para
garantir sua preservação, considerada sensível e de grande relevância
ecológica. A governadora determinou que a Secretaria de Meio Ambiente tome
providências para criar o Parque da Serrinha, assegurando a destinação
definitiva da área para conservação e uso sustentável. A extensão exata da área
a ser transformada em parque não foi especificada.
Em março, a Justiça Federal já havia proibido o
Governo do DF de vender a área ambiental como medida de socorro ao BRB, citando
risco de subavaliação dos imóveis pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal
e dos Territórios (TJDFT).
O BRB enfrenta uma crise de confiança e problemas
de liquidez decorrentes de prejuízos na compra bilionária de carteiras de
crédito e ativos de baixa liquidez do Banco Master. A Polícia Federal investiga
suspeitas de fraude na aquisição de cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos do
banco.
Fonte: Jornal de Brasília






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