Secretaria de Saúde já apreendeu 10 toneladas de alimentos impróprios para consumo em 2026
Secretaria de Saúde já apreendeu 10 toneladas de alimentos impróprios para consumo em 2026
Foco é
reduzir impacto de doenças como infecções alimentares
A
Vigilância Sanitária do Distrito Federal, vinculada à Secretaria de Saúde
(SES-DF), alcançou a marca de 10.152 kg de alimentos impróprios para consumo
apreendidos em 2026. Ao longo do ano, foram realizadas 15,4 mil fiscalizações e
lavrados 603 autos de infração, incluindo 169 interdições parciais ou totais.
Os números foram divulgados neste domingo (7), Dia Mundial da Segurança dos
Alimentos, data estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para
reflexão coletiva sobre doenças transmitidas por alimentos, como infecções
alimentares, infestações por parasitas e botulismo.
Ao longo de 2026, a Vigilância
Sanitária do DF realizou 15.490 fiscalizações e apreendeu 10.152 kg de
alimentos impróprios para consumo. Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde
DF
"Estamos
falando de internações, faltas ao trabalho, sequelas graves e, em casos
extremos, mortes que poderiam ser totalmente evitadas, além de sobrecarga nas
unidades de saúde", afirma a diretora de Vigilância Sanitária da SES-DF,
Márcia Olivé. Ela destaca que as ações são prioritariamente preventivas,
começando na produção de alimentos e indo até a comercialização, como em
restaurantes, cantinas e em eventos.
A participação da população é fundamental. Por meio do Participa
DF ou telefone 162 é possível solicitar informações ou
fazer denúncias. Somente em 2026, a Vigilância Sanitária já atendeu a 2.206
solicitações de cidadãos. "A segurança dos alimentos começa no campo,
passa pelo comércio e termina na mesa do consumidor. Em casa, o cidadão é o
último vigilante sanitário", completa Márcia Olivé.
O caráter educativo é prioritário. "A punição só ocorre em casos de
negligência grave ou reincidência, pois o nosso foco principal é construir
soluções junto com o setor regulado", explica a diretora. Em cada
fiscalização, os auditores lembram das boas práticas a serem adotadas. Além
disso, somente em 2026, 6.897 servidores já passaram por treinamentos.
Fiscalizações da Vigilância
Sanitária têm caráter prioritariamente educativo, informando sobre as boas
práticas para cada atividade. Foto: Arquivo/Agência Saúde DF
Análise em
laboratório
A SES-DF também conta, nesta tarefa, com o Laboratório Central de Saúde
Pública (Lacen-DF), que realiza análises microbiológicas para detectar a
presença de bactérias e fungos. Também são realizadas ainda análises físicas,
químicas e físico-químicas em alimentos, que detectam a presença de aditivos
como corantes, conservantes e aromatizantes, sais minerais e contaminantes.
Tanto líquidos quanto alimentos sólidos passam pelas análises, com resultados
liberados em até 72 horas.
Somente em 2026, a Vigilância Sanitária já realizou a coleta de mais de
700 produtos para análise no Lacen-DF. Os fiscais recolhem itens
diretamente nas prateleiras de supermercados, farmácias e serviços de saúde
para checar se o lote comercializado é idêntico e seguro. "O objetivo
destas análises é verificar se as amostras coletadas estão dentro dos padrões
de qualidade exigidos para consumo, de acordo com as legislações sanitárias
vigentes", detalha a diretora do Lacen-DF, Solange Fagundes.
Lacen-DF conta com laboratórios
onde são realizadas análises químicas e microbiológicas das amostras coletadas
pela Vigilância Sanitária. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF.
A análise
laboratorial é importante porque nem sempre a contaminação é evidente. "O
alimento contaminado, muitas vezes, mantém o mesmo cheiro, cor e sabor de um
alimento saudável", destaca a gerente substituta da Gerência de Vigilância
das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar da SES-DF,
Fernanda Ledes.
Ela destaca a importância de não consumir alimentos de procedência
duvidosa, ovos com casca suja ou rachada, carnes que não possuam selo de
inspeção oficial, produtos sem informações de rotulagem, sem data de validade,
sem procedência conhecida ou sem registro de fiscalização, além de não consumir
produtos com embalagem amassada, semiaberta ou enferrujada. "A
fiscalização é uma obrigação de cada consumidor", acrescenta Fernanda
Ledes.
Por meio do Participa DF ou
telefone 162 é possível solicitar informações ou fazer denúncias para a
Vigilância Sanitária. Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF
Fonte: Humberto
Leite, da Agência Saúde DF , Edição:
Fabyanne Nabofarzan









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