Explosão de diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista marca início da década no Brasil
Explosão de diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista marca início da década no Brasil
Esta é uma das várias revelações sobre o público autista da edição 2026 do Mapa Autismo Brasil, patrocinado pelo Instituto Sabin
Entre 2020
e 2024, o Brasil viveu uma verdadeira virada na identificação do autismo.
Segundo a edição 2026 do Mapa Autismo Brasil (MAB), considerada atualmente a
maior pesquisa sobre o tema da América Latina, quase 70% dos diagnósticos foram
realizados nesse período. O levantamento entrevistou mais de 23 mil pessoas,
entre autistas e familiares, e revelou um retrato amplo e inédito dessa
população.
De acordo
com o Censo 2022, o país tem cerca de 2,4 milhões de cidadãos autistas, 1,2% da
população brasileira. “Mais do que saber quantos são, precisávamos conhecer
quem são essas pessoas. Foi dessa necessidade que nasceu o MAB”, explica Ana
Carolina Steinkopf, coordenadora da pesquisa e idealizadora do Instituto
Autismos.
A primeira
edição do MAB, em 2023, foi restrita ao Distrito Federal. Agora, em 2026, o
estudo de caráter qualitativo alcançou os 26 estados brasileiros e DF,
consolidando-se como uma plataforma de inteligência de dados e pesquisa
científica, aprovada pelo Comitê de Ética da Universidade de Brasília (UnB).
Retrato
nacional
Os
participantes da pesquisa responderam a 43 perguntas de forma online, pela
plataforma MonkeySurvey, reconhecida pelo meio acadêmico por sua eficiência.
Entre os destaques do mapa, estão dados como:
· 72,1% dos participantes
têm entre 0 e 17 anos, mostrando que o diagnóstico é cada vez mais precoce;
· 65,3% são homens, número
que acompanha padrões internacionais, mas também pode indicar subdiagnóstico em
meninas (34,2%);
· 36,7% possuem o cartão
Ciptea, documento oficial de identificação da pessoa com TEA. 30% afirmaram
usar os serviços especiais disponíveis aos autistas, porém 22,1% disseram não
usá-los;
· 30% afirmaram estar
desempregados, e, dos empregados, 21,2% disseram trabalhar no serviço público,
demonstrando que a seleção por concurso acaba sendo a mais acessível para o
autista, pois dispensa entrevistas durante o processo, revelando um certo preconceito
com a condição;
· A distribuição da idade do
diagnóstico mostra que a maior parte das pessoas autistas recebe diagnóstico na
primeira infância, com 51,71% diagnosticadas entre 0 e 4 anos, seguido de
17,11% entre 5 e 9 anos;
· 55,3% informaram terem
sido diagnosticados por médicos particulares, 23,1% por profissionais de planos
de saúde e 20,4% pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Além de
dados sobre escolaridade, renda e inclusão em políticas públicas, o estudo
reforça a importância de compreender o cotidiano dos autistas para orientar
serviços e legislações.
Inclusão no
Sabin
Apoiado da
pesquisa por intermédio do seu Instituto, o Grupo Sabin vem
adaptando as unidades da rede do Sabin Diagnóstico e Saúde, uma das empresas do
seu ecossistema, para atender melhor esse público. Desde 2023, o grupo treina
funcionários e cria espaços de acolhimento específicos, com apoio do Instituto
Autismos, de onde surgiu a parceria para a pesquisa. Hoje, já existem salas
especiais em Brasília e São José dos Campos, além de uma parede sensorial em
Blumenau.
“O TEA tem
diferentes espectros e a simples padronização não é suficiente para atender as
necessidades desse público. É necessária a compreensão dos aspectos
comportamentais para a entrega de uma jornada personalizada e flexível para o
atendimento a esses clientes e suas famílias. Por isso, nosso time foi
capacitado e sensibilizado para identificar as preferências no atendimento”,
conta Maria Alice Escalante, Gerente de Qualidade e Sustentabilidade do Grupo
Sabin.
O movimento
não é isolado: escolas, hotéis e grandes comércios também buscam entender e
atender melhor pessoas no espectro. “O que não é reconhecido, não existe para
políticas públicas. O MAB vem justamente para dar visibilidade”, reforça Ana
Carolina.
Grupo Sabin | Com 42 anos
de atuação, o Grupo Sabin é referência em saúde, destaque na gestão de pessoas
e liderança feminina, dedicado às melhores práticas sustentáveis e atuante nas
comunidades, o Grupo Sabin nasceu em Brasília (DF), fruto da coragem e
determinação de duas empreendedoras, Janete Vaz e Sandra Soares Costa, em 1984.
Hoje conta com 7.500 colaboradores unidos pelo propósito de inspirar pessoas a
cuidar de pessoas. O grupo também está presente em 14 estados e no Distrito
Federal oferecendo serviços de saúde com excelência, inovação e
responsabilidade socioambiental às 78 cidades em que está presente com 366
unidades distribuídas de norte a sul do país.
O ecossistema de saúde do Grupo Sabin integra portfólio de negócios que
contempla análises clínicas, diagnósticos por imagem, anatomia patológica,
genômica, imunização e check-up executivo. Além disso, contempla também
serviços de atenção primária contribuindo para a gestão de saúde de grupos
populacionais por meio de programas e linhas de cuidados coordenados, pela
Amparo Saúde e plataforma integradora de serviços de saúde - Rita Saúde
- solução digital que conta com diversos parceiros como farmácias, médicos e
outros profissionais, promovendo acesso à saúde com qualidade e eficiência.
(*) Fonte: profissionaisdotexto.com.br






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