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Família organiza ato por justiça após Polícia Civil localizar corpo de cadela desaparecida no DF

 Família organiza ato por justiça após Polícia Civil localizar corpo de cadela desaparecida no DF

 


Vidinha, uma shih-tzu de 18 anos, foi encontrada morta após dias de buscas. Caso mobilizou moradores do Condomínio Alto da Boa Vista e é acompanhado pelo delegado Jônatas, que cobra a responsabilização dos envolvidos.

 

A espera angustiante chegou ao fim da forma mais cruel para uma família do Condomínio Alto da Boa Vista, em Sobradinho. Após cinco dias de buscas, a Polícia Civil do Distrito Federal localizou o corpo de Vidinha, uma cadela da raça shih-tzu que desapareceu no último domingo (2). O animal foi encontrado enterrado em uma área entre Planaltina e o Vale do Amanhecer e encaminhado para necropsia.

 

Com 18 anos de idade, Vidinha fazia parte da família desde filhote. Cresceu ao lado da tutora e acompanhou toda a infância da filha dela, hoje com 11 anos. Para os familiares, a perda vai muito além da morte de um animal de estimação.

 

Segundo o relato da família, Vidinha saiu de casa por volta das 11h. Cerca de 20 minutos depois, uma moradora do condomínio publicou em um grupo de mensagens que havia encontrado a cadela e que ela estava em sua residência. Quando a mãe da tutora foi ao local, por volta das 13h30, recebeu a informação de que o animal havia fugido.

 

A partir daquele momento começaram dias de buscas ininterruptas. Familiares percorreram ruas, áreas de mata e solicitaram à administração do condomínio acesso às imagens das câmeras de segurança. As gravações mostraram Vidinha entrando na residência da moradora, mas não registraram sua saída.

 

Mesmo diante da situação, a família manteve a esperança de encontrar a cadela com vida. Os familiares retornaram diversas vezes ao imóvel, relataram o sofrimento de uma criança de 11 anos que, segundo eles, passou dias sem conseguir se alimentar adequadamente e apresentou febre, além da angústia vivida por uma idosa da família. Em todas as ocasiões, afirmam ter ouvido que a cadela havia escapado.

 

A investigação ganhou novos rumos quando a Polícia Civil obteve autorização judicial para acessar imagens de uma câmera de segurança particular. Segundo a apuração, as gravações mostram a moradora deixando a residência com Vidinha dentro de uma sacola e colocando-a em um veículo. Posteriormente, uma funcionária da casa confirmou aos investigadores que o corpo foi levado e enterrado em uma área entre Planaltina e o Vale do Amanhecer.

 

Para a família, o que mais causa indignação não é apenas a morte da cadela.

 

"Fatalidades podem acontecer. O que não pode ser tratado como normal é a mentira, a omissão e a crueldade de permitir que uma família passasse dias procurando por um animal que já estava morto, enquanto a verdade era escondida. Tiraram de nós até o direito de nos despedirmos da Vidinha e de lhe dar um enterro digno", afirma a tutora.

 

Ato por justiça

 

Diante da comoção provocada pelo caso, familiares, amigos e moradores do Condomínio Alto da Boa Vista organizaram uma manifestação para pedir justiça.

 

O ato será realizado neste sábado, às 17h, na praça do condomínio. Os participantes são convidados a vestir roupas pretas em sinal de luto, respeito e união.

 

A mobilização pretende chamar a atenção para a necessidade de responsabilização dos envolvidos e para a importância do respeito à vida, independentemente de se tratar de um ser humano ou de um animal.

 

Delegado Jônatas acompanha o caso

 

O caso também passou a ser acompanhado pelo delegado Jônatas, que manifestou solidariedade à família e defendeu a rigorosa apuração dos fatos.

 

"Quando uma família perde um animal que fez parte da sua história por 18 anos, a dor já é imensa. Mas o sofrimento se torna ainda maior quando há indícios de mentira, ocultação de fatos e privação do direito de despedida. A sociedade espera que toda a verdade seja esclarecida e que os responsáveis respondam pelos seus atos, dentro daquilo que determina a lei. Justiça também é reconhecer que a vida dos animais importa e que atos de crueldade não podem ser banalizados", afirmou o delegado Jônatas. 

 

 

Ato por Justiça pela Vidinha

 

Data: sábado

 

Horário: 17h

 

Local: Praça do Condomínio Alto da Boa Vista

 

Orientação: os participantes são convidados a vestir roupas pretas em sinal de luto e união.


Fonte: Simone Leite, Foto: Divulgação

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