Candangão 2026: entenda por que o presidente do COB torce pelo Sobradinho
Entenda por que o presidente do COB torce pelo Sobradinho
Chefe do Comitê Olímpico do Brasil é pai de Vinicius La Porta, treinador do Leão da Serra
A família
do esporte: Marco La Porta (E) e o filho, Vinicius, técnico do Sobradinho -
(crédito: Arquivo pessoal)
Marco Antonio La Porta está acostumado à
tensão dos principais eventos esportivos do mundo como presidente do Comitê
Olímpico do Brasil (COB), mas tem vivido algo novo. Aos fins de semana, tem
deixado um pouco de lado a versão dirigente para virar o torcedor número um do
filho, Vinicius La Porta, treinador do Sobradinho e um dos responsáveis por conseguir devolver o Leão da Serra à final do Campeonato Candango.
O presidente do COB testemunhou, em fevereiro,
a conquista da inédita medalha do Brasil em Olimpíadas de Inverno, o ouro do
esquiador Lucas Pinheiro Braathen em Milão-Cortina. Porém, acompanhar o filho à
beira do gramado gera sentimento diferente. "No ano passado, no jogo do
acesso do Aquidauana (ex-clube de Vinicius), estava tão nervoso quanto em uma
competição, porque entra muito a questão emocional da partida",
compartilha.
Apesar das conversas frequentes sobre esporte,
Marco La Porta tem a preocupação de não interferir nas decisões profissionais
do herdeiro. "Ele precisa trilhar o próprio caminho. Começar na base, onde
ele já fez grandes trabalhos, e fazer a transição para o profissional com
segurança, aprendendo a lidar com as dificuldades", aconselha.
Vinicius vive a segunda experiência como
técnico. No ano passado, comandou o Aquidauana-MS por 10 jogos, com sete
vitórias, dois empates e uma derrota. A campanha alçou o time à primeira
divisão estadual. Depois, foi convidado para trabalhar com as categorias de
base do Sobradinho e assumiu a prancheta antes da Copa São Paulo de Futebol
Júnior.
Vinicius La
Porta está a um passo da final do Candangão com o Sobradinho(foto: Wagner
Araújo)
Tornou-se treinador da equipe principal do
Sobradinho após a saída de Daniel Franco a uma rodada do fim da primeira fase.
A estreia foi com vitória por 1 x 0 sobre o Brasília, suficiente para a
classificação à semi. Vinicius vê o torneio do DF com competitividade maior do
que muitos imaginam. “Muitas pessoas acham que estadual de menor expressão tem
nível baixo, mas intensidade física e técnica dos jogos é muito grande”,
destaca.
Aos 31 anos, é o técnico mais jovem entre os dois finalistas do Candangão 2026. Na decisão em jogo único no
Mané Garrincha, em 21 de março, o adversário será o gamense Luis Carlos Souza
(62).
"Penso nisso quase todos os dias, não
necessariamente na estatística de estar entre os mais jovens, mas na
oportunidade que está na minha frente e em um ano de oportunidade profissional
já ter oportunidade de estar em uma final por título estadual de Série
A. Sou muito grato pela confiança que a diretoria me deu", discursa. O
título para Vinicius estreitaria os laços com o DF, onde mora desde 2010 e
cursou a faculdade de educação física.
"Trabalhar com o futebol veio de forma
natural, sempre fui apaixonado pelo esporte, não só por influência do meu pai.
Venho de uma família muito apaixonada por esportes. O futebol foi o que mais me
atraiu desde pequeno, pratiquei desde minha infância e adolescência. Foi
natural que seguisse o caminho da faculdade de educação física e seguisse o
futebol", ressalta.
Marco La Porta assistiu ao jogo deste domingo
no Rio de Janeiro, mas se programa para acompanhar direto do Estádio Mané
Garrincha o filho em uma final.
O Leão da Serra não disputa uma final de Campeonato Candango desde 2018. Naquela temporada, bateu o Brasiliense e adicionou à sala de troféus o terceiro título, somando-se às conquistas de 1985 e 1986.
Fonte: Victor Parrini/Repórter – Correio Braziliense








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