Mais de 53 mil novos casos de câncer colorretal são estimados para 2026
Mais de 53 mil novos casos de câncer colorretal são estimados para 2026
Terceiro tumor mais comum no mundo é altamente prevenível com a adoção de hábitos saudáveis
Em
2026, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a doença deve
acometer mais de 53 mil pessoas no Brasil. Foto: Jhonatan
Cantarelle/Agência Saúde DF
Todos os
anos a campanha “Março Azul” conscientiza a população sobre o câncer de
intestino – também denominado câncer colorretal –, uma doença prevenível, mas
que demanda bastante atenção. Em 2026, segundo estimativas do Instituto
Nacional do Câncer (Inca), a doença deve acometer mais de 53 mil pessoas no
Brasil.
Trata-se do
terceiro tipo de neoplasia (tumor) mais frequente e a segunda maior causa de
mortes por câncer no mundo. Uma das razões por que a doença é tão perigosa está
no fato de ela, em seu início, não apresentar sintomas. No entanto, podem
ocorrer os seguintes sinais: presença de sangue nas fezes, cólica e desconforto
abdominal, dores ao evacuar, alteração do hábito intestinal (alternância entre
diarreia e prisão de ventre), falta de apetite, anemia e perda de peso sem uma
causa aparente.
O chefe da
Assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer (Asccan) da Secretaria
de Saúde (SES-DF), Gustavo Ribas, afirma que a adoção de hábitos saudáveis
tende a diminuir substancialmente o risco de morte pela doença. “A prevenção é
especialmente relevante em campanhas como o Março Azul. São ações simples, como
ter uma dieta saudável, com alimentação balanceada e rica em fibras, manter o
controle do peso, realizar atividades físicas, evitar o consumo de carnes
processadas e álcool, evitar o tabagismo. Também é importante fazer consultas
médicas regularmente, em especial após os 45 anos”.
Ribas
reforça que a porta de entrada preferencial para os serviços da SES-DF são as
Unidades Básicas de Saúde (UBSs) – confira aqui [https://info.saude.df.gov.br/busca-saude-ubs/]
a sua UBS de referência. A partir da primeira consulta são solicitados os
exames para rastreamento da doença, como o exame de sangue oculto nas fezes, e,
em caso positivo, o paciente é encaminhado para o serviço especializado dentro
da rede de atenção para uma investigação mais aprofundada, por meio da
colonoscopia.
Em 2025,
foram realizados 4.414 exames de sangue oculto nas fezes no âmbito da SES-DF. O
montante equivale a um aumento de quase 20% em relação a 2024 e de mais de 286%
em relação a 2023, quando foram feitos 3.695 e 1.141 exames, respectivamente.
“A
prevenção é especialmente relevante em campanhas como o Março Azul”, afirma o
chefe da Asccan, Gustavo Ribas. Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF
Grupos suscetíveis
Alguns dos
principais fatores de risco são: idade acima de 45 anos, sedentarismo, excesso
de gordura corporal (sobrepeso e obesidade), abuso de álcool, tabagismo e maus
hábitos alimentares – como o baixo consumo de fibras (verduras, leguminosas e
frutas) e uma alta ingestão de carnes processadas, comumente conhecidas como
embutidos (salsicha, bacon, presunto, peito de peru etc.). Comer carne
vermelha em excesso – mais de 500 gramas por semana – é outro motivo atribuído
a maiores chances de desenvolver o câncer colorretal.
A
probabilidade é mais alta também em pacientes com histórico familiar de câncer
na região. São mais suscetíveis, ainda, pessoas com síndromes inflamatórias do
intestino (como retocolite ulcerativa crônica e Doença de Crohn) há mais de dez
anos, ou que tenham certas doenças hereditárias, tais como a Polipose
Adenomatosa Familiar (FAP) e o Câncer Colorretal Hereditário Sem Polipose
(HNPCC).
Arte:
Agência Saúde DF
Outro fator
de risco consiste na exposição ocupacional à radiação ionizante (como raios-X e
gama). Nesse sentido, profissionais da radiologia médica, forense e industrial,
por exemplo, devem ter cuidados redobrados ao exercer suas atividades e
realizar exames de rotina com mais frequência.
Fonte:
Secretaria de Saúde do Distrito Federal | Assessoria de Comunicação









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