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DF registra 1.445 casos de SRAG em 2026 com estabilidade

 DF registra 1.445 casos de SRAG em 2026 com estabilidade

Maioria dos casos afeta crianças menores de 10 anos, ligados a vírus como rinovírus e metapneumovírus, e não à gripe ou Covid-19.

Foto: Alisson Noronha/IgesDF

 

O Distrito Federal registrou 1.445 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) de janeiro a abril de 2026, segundo o boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O cenário indica estabilidade após interrupção no crescimento dos casos, mantendo o nível de alerta, mas sem alarme.

 

A maior parte dos casos, 80%, ocorreu em crianças menores de 10 anos e está associada a vírus respiratórios como rinovírus, metapneumovírus e vírus sincicial respiratório, que respondem por 56,8% das ocorrências. A influenza representa apenas 3,5%, enquanto a Covid-19 corresponde a 2%. Em parte dos casos, o agente causador ainda não foi identificado.

 

Quanto aos óbitos, foi registrada uma morte por influenza A e outras cinco sem identificação do vírus responsável. 

 

A SRAG representa uma evolução de quadros gripais comuns, com sintomas iniciais leves como febre, coriza e tosse, que podem agravar para dificuldade respiratória. O clínico geral Gabriel Rabelo alerta para sinais como febre persistente e falta de ar, recomendando retorno ao médico se os sintomas não melhorarem, para investigar complicações como pneumonia ou Covid-19.

 

O pediatra Ricardo André da Silva enfatiza a atenção redobrada com crianças, destacando o desconforto respiratório, como aumento da frequência respiratória ou retrações no peito e abdômen, como indicadores de gravidade. Ele também ressalta a transmissão dentro de casa, aconselhando evitar contato com pessoas doentes.

 

Grupos de risco incluem idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas. A vacinação é a principal forma de prevenção, com a campanha contra a gripe estendida até 30 de maio, oferecendo doses gratuitas nas unidades básicas de saúde (UBSs) para públicos prioritários, como crianças, idosos, gestantes, profissionais de saúde, professores, povos indígenas e pessoas com comorbidades. Gestantes a partir da 28ª semana podem se imunizar contra o vírus sincicial respiratório para proteger bebês nos primeiros meses. 

 

Medidas preventivas simples ajudam a reduzir a transmissão: evitar contato com gripados, higienizar as mãos com frequência, evitar aglomerações em períodos de maior circulação viral e não sair de casa ao apresentar sintomas.

 

Sinais que demandam atendimento imediato incluem respiração acelerada, esforço para respirar, febre persistente, cansaço excessivo ou sonolência e dificuldade para se alimentar. No Distrito Federal, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF) oferece atendimento pediátrico 24 horas em unidades como as UPAs de Sobradinho, São Sebastião, Ceilândia I e Recanto das Emas.

 

A combinação de vacinação e cuidados diários é essencial para mitigar o impacto das doenças respiratórias e proteger a população.

 

Fonte:Jornal de Brasília, Foto: Alisson Noronha/IgesDF

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