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CEF 01 de Sobradinho realiza Feira de Ciências, Arte e Cultura com protagonismo estudantil
O Centro de Ensino Fundamental 01 de Sobradinho promoveu, no dia 4 de
setembro, mais uma edição da Feira de Ciências, Arte e Cultura, reunindo
estudantes em uma experiência de aprendizagem que articulou conhecimento
científico, produção artística, cultura, literatura e reflexão sobre questões
sociais contemporâneas. O evento contou com a apresentação de um livro
produzido pelos próprios alunos, foto poemas, esquetes teatrais inspiradas em
Brasília e estudos sobre saúde, meio ambiente, matemática e cidadania.
Entre os destaques da programação esteve a produção do livro coletivo
ilustrado do 6º ano, que partiu da pergunta: “E se os monumentos de Brasília
pudessem ganhar vida e contar suas próprias histórias? ”. A partir dessa
provocação, os estudantes mergulharam em um universo de imaginação, escrita e
artes visuais para criar narrativas fantásticas inspiradas na paisagem, na
história e na identidade da capital. No centro dessa jornada está Caliandra, a
Guardiã do Cerrado, personagem criada pelos alunos para representar a força, a
beleza e a memória do território onde vivem. Em suas histórias, a Catedral, a
Ponte JK, o Congresso Nacional e outros símbolos de Brasília tornam-se cenários
de aventuras, mistérios e descobertas. O produto final é um livro concebido, escrito
e visualmente construído pelos próprios estudantes.
Já os alunos do 7º ano apresentaram o projeto teatral “O Menino que
Descobriu o Cerrado: História + Teatro + Identidade = Expressão Viva”,
inspirado na obra “O Menino que Descobriu Brasília”, de Célia Melo. Por meio da
criação de personagens, cenas, diálogos e movimentos, os estudantes revisitaram
momentos marcantes da construção e da identidade da capital, explorando
Brasília como espaço de memória, cultura e pertencimento. O resultado foram
cinco esquetes teatrais que uniram história, criatividade e expressão
artística, revelando diferentes olhares sobre a cidade e colocando os jovens no
centro da criação.
A feira contou ainda com foto poemas, que uniram linguagem visual e
poética, e esquetes teatrais inspiradas em Brasília, explorando aspectos
históricos, culturais e sociais da capital. As Ciências da Natureza e da Saúde
marcaram presença com os trabalhos “Indicadores de Saúde na Adolescência” e
“Hábitos de Vida dos Adolescentes”, que propuseram reflexões sobre escolhas,
comportamentos, qualidade de vida e os desafios dessa etapa do desenvolvimento.
A relação entre ciência, meio ambiente e território ganhou destaque com estudos
sobre a extinção de espécies do Cerrado, levando os estudantes a compreender a
importância da biodiversidade e da preservação do bioma.
Na Matemática, o projeto “A Matemática do Acaso” trabalhou conceitos de
probabilidade teórica a partir de situações cotidianas associadas à ideia de
“sorte”, como cara ou coroa e o jogo das três portas, estimulando os alunos a
questionar o acaso e compreender matematicamente as possibilidades envolvidas.
A feira também abriu espaço para debates sociais relevantes, como violência
contra a mulher, história, arte e cultura indígena, além de questões sobre
ciência e responsabilidade social, com o estudo do Césio-137 e do acidente
radiológico de Goiânia, que propôs uma reflexão sobre riscos, consequências e a
importância da informação e da segurança no uso da tecnologia.
A literatura esteve presente em uma viagem por diferentes países,
aproximando os estudantes de obras, autores e culturas diversas e mostrando
como a leitura pode ser ferramenta para conhecer outros povos, tempos e formas
de compreender o mundo. Mais do que uma exposição de trabalhos, a Feira de
Ciências, Arte e Cultura do CEF 01 de Sobradinho consolidou-se como espaço de
aprendizagem significativa, interdisciplinaridade e protagonismo juvenil.
Ao pesquisar, escrever, criar, experimentar, interpretar e apresentar
suas produções, os estudantes puderam perceber que o conhecimento produzido na
escola dialoga diretamente com a sociedade e pode contribuir para sua
transformação. A iniciativa reafirma o compromisso da escola pública com uma
educação que ultrapassa os limites da sala de aula e reconhece os estudantes
como sujeitos ativos na construção do conhecimento, da cultura e de uma
sociedade mais consciente, democrática e sustentável.
Fonte: Lucas Bilac/jornalista do Sinpro/DF







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