Distrito Federal poderá ganhar um novo bairro residencial na Saída Norte
Distrito Federal poderá ganhar um novo bairro residencial na Saída Norte
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-DF) publicou regras de possível novo bairro na Saída Norte. Estudo Territorial Urbanístico divide região entre Lago Norte e Varjão em três zonas com focos ambiental e habitacional
Para operacionalizar as regras
de uso do solo, o levantamento dividiu a área total em três zoneamentos
distintos - (crédito: Divulgação/Seduh)
Um novo
bairro está prestes a ser criado no DF. A Secretaria de Desenvolvimento Urbano
e Habitação do Distrito Federal (Seduh-DF) publicou, nessa quinta-feira
(29/10), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), o Estudo
Territorial Urbanístico (ETU) 01/2026 da Saída Norte. O documento fixa o
regramento formal para o uso e a ocupação de uma área de aproximadamente 3,16
milhões de metros quadrados, entre as regiões administrativas do Lago Norte e
do Varjão.
Elaborado
para direcionar o crescimento ordenado da região, o normativo incide sobre um
território estratégico do Distrito Federal, próximo às rodovias BR-020, DF-006 e DF-007, integrante da Unidade de
Planejamento Territorial Central Adjacente 1. A versão final do texto passou
por audiência pública presencial prévia, na qual moradores e representantes da
sociedade civil apresentaram contribuições às diretrizes apresentadas pela
pasta.
Para
operacionalizar as regras de uso do solo, o levantamento dividiu a área total
em três zoneamentos distintos — identificados como A, B e C —, definindo os
parâmetros construtivos e as restrições aplicáveis a cada setor. A divisão
considera as características fisiográficas do terreno, o adensamento já
existente e a necessidade de proteção das redes hídricas e do ecossistema
local.
A Zona A
compreende uma extensão de 714,2 mil metros quadrados e foi destinada
primordialmente ao recebimento de atividades institucionais, equipamentos
públicos e serviços de apoio. A ocupação do setor exige a preservação dos
corredores ecológicos que conectam o Parque Nacional de Brasília à Área de
Proteção Ambiental (APA) do Lago Paranoá, impondo limites de altura para as
edificações e restrições ao uso de fachadas espelhadas para diminuir o impacto
fauna-ambiente.
A Zona B,
que abrange cerca de 528,1 mil metros quadrados, concentra a previsão de
ocupação urbana diversificada, permitindo habitações individuais e coletivas,
comércio e serviços de uso misto. As diretrizes orientam a concentração do
fluxo comercial ao longo das vias de maior capacidade de tráfego e condicionam
a instalação de novos parcelamentos residenciais à contrapartida de espaços
públicos comunitários e sistemas de drenagem contra assoreamentos.
A Zona C
agrupa as áreas de maior sensibilidade ecológica da poligonal, abrangendo
trechos de preservação permanente situados nas proximidades do ribeirão do
Torto e unidades de conservação. Por conta do risco ambiental, a diretriz veta
expressamente a criação de novos lotes urbanos no setor, admitindo apenas a
instalação de estruturas leves de lazer e convivência, a exemplo de trilhas e
ciclovias, mediante autorização dos órgãos de fiscalização.
Além da
distribuição do solo, o documento consolida exigências transversais voltadas à
conservação ambiental e infraestrutura básica. Os futuros projetos que se
instalarem no perímetro deverão obrigatoriamente prever taxas mínimas de
permeabilidade do solo para recarga dos aquíferos subterrâneos, soluções de
drenagem pluvial e garantia de atendimento pelas redes de água e esgotamento
sanitário.
A
publicação do ETU 01/2026 passa a vigorar imediatamente como balizadora do
planejamento territorial e dos processos de regularização fundiária da Saída
Norte. A Seduh-DF ressalta, contudo, que o estudo possui caráter orientativo e
não substitui os licenciamentos urbanísticos, ambientais e de engenharia
exigidos para o início de qualquer obra ou parcelamento no local.
Fonte: Carlos Silva / Correio Braziliense







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