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Solos Flutuantes - Tem teatro de graça em Sobradinho entre os dias 4 e 8 de novembro

 Solos Flutuantes 

Tem teatro de graça em Sobradinho entre os dias 4 e 8 de novembro


Crédito: Divulgação

 


Entre caminhos, memórias e paisagens, os Solos Flutuantes chegam ao Teatro de Sobradinho com diferentes narrativas que atravessam o tempo, o território e a experiência de cada artista.

De 04 a 08 de novembro, a Tramela Cia. Teatral convida você a percorrer outros caminhos possíveis pela arte, encontrando no teatro novas formas de olhar, sentir e habitar o mundo.

Confira a programação, escolha seu percurso e venha com a gente!

📍 Teatro de Sobradinho
📅 04 a 08 de novembro
🎭 Cinco dias, diferentes solos e muitas histórias para atravessar.
Projeto realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal


Cinco artistas, cinco espetáculos e uma oportunidade imperdível. Entre os dias 4 e 8 de novembro, a população do Distrito federal poderá assistir, gratuitamente, a cinco espetáculos, cinco solos, no Teatro de Sobradinho. É o “Solos Flutuantes, entre a performance, a cartografia e o teatro. Trata-se de uma mostra realizada pela Tramela Cia. Teatral, que chega à sua terceira edição e reafirma o compromisso com a valorização da criação cênica autoral. As apresentações são gratuitas. As apresentações acontecem às 15 e às 19h30. Os ingressos devem ser retirados pela plataforma Sympla.

Em “As Frestas Empoeiradas da Memória” a atriz e dramaturga Fernanda Duarte faz um convite. “Alô, ouvintes da rádio 53 Tramela FM! Aqui quem fala é a radialista do programa Partilha. Hoje a nossa programação perpassa os cômodos da casa dessa radialista que vos fala. Uma busca pelo retorno das memórias guardadas e empoeiradas que desejam ser lembradas, até mesmo aquelas que precisam ser despedidas e colocadas no alto do armário desta casa. Mas cuidado! As memórias espalharam poeiras por toda parte. A casa está aberta, escolha um lugar, um número e quando ouvir a minha voz responda com o nosso jingle “Rádio 53 FM”.

Já o ator e dramaturgo Davi Dias sobe ao palco com um é um guia de viagem. Ele convida o espectador a preparar a bagagem, reunir as melhores e as piores histórias e bagunçar tudo dentro da mala. “Abra a porta de sua casa. Pegue as chaves de seu carro. Ou se preferir, calce seu melhor tênis. Caminhe em direção à estrada menos movimentada. Viaje por aquilo que parecerão dias, mas não olhe o relógio, nunca. Só pare quando avistar uma placa em branco”, provoca. “Repare que não se trata de uma placa branca, mas sim uma placa em branco. Perceba a diferença. Eles podem tentar te enganar. Quando avistar a placa, vire a esquerda. Você verá uma pequena placa enferrujada de aviso. Ignore o aviso de perigo e siga em direção à cidade. Parabéns, você acaba de chegar na Cidade dos Pequenos Causos. Aqui, você terá o prazer de caminhar ao lado de suas palavras preferidas, ouvir boatos horripilantes e assistir o flagelo dos pequenos habitantes. Sejam bem-vindos, nossos moradores aguardaram ansiosos por sua visita. Se acaso encontrar com um deles, seja solicito e aceite o convite para o café. A garantia de uma boa história é certa. E nunca, eu repito: nunca esqueça sua bagagem para trás. Entenda, toda história aqui vale mais que a sua própria vida”.

“Habitei cantos que deveriam no máximo ser frequentados” é o solo da atriz e dramaturga Gabriela Vasconcelos. “No momento em que vos comunico, estou sob supervisão. Tenho me desorganizado, confundido o pessoal com o profissional, borrado as fronteiras entre aquilo que vivo e aquilo que conto. Há uma lente em meu corpo através da qual enxergo, no espaço que ocupo, todas as palavras do mundo. Seleciono-as, combino-as e, com elas, invento um conto. A narrativa é uma promessa”, afirma. Entre memórias autobiográficas e ficção a história se escreve e se rasura pelos cantos que percorre. Mas, há algum tempo, as palavras parecem perder seus contornos. Flutuam difusas, estranhas, escapam ao meu domínio e instauram uma dança que desejo e preciso dançar, embora ainda não conheça seus passos. “Entre o medo de me perder e o desejo de partir, sigo viajando em minha escrita. Navego por mares ora calmos, ora tempestuosos, à procura de outras formas de dizer, lembrar e existir”.

Amanda Reis sobre ao palco com seu “Maria Atravessa o Tempo”. Trata-se de um solo autoral que entrelaça memória, ancestralidade e história, aproximando a trajetória da artista da figura de Maria Felipa, mulher negra que participou das lutas pela Independência da Bahia. Entre corpo, mar e lembrança, a obra reivindica a permanência de histórias negras que atravessam o tempo.

Em “Semente do Destino” a atriz Camille Lins desenvolve um solo cênico que atravessa ancestralidade, identidade e memória negra a partir do corpo e da imaginação. Em diálogo com referências da cultura negra, a obra investiga as raízes que constituem o sujeito e a dimensão coletiva da existência, evocando o princípio Ubuntu: somos porque somos em relação.


Serviço

Agenda Cultural

O quê: Solos Flutuantes, entre a performance, a cartografia e o teatro

Quando: De 4 a 8 de novembro às 15 e às 19h30

Onde: Teatro de Sobradinho

Quanto: Entrada gratuita, com ingressos retirados pelo Sympla

 

Fonte: José Marcelo Santos

Crédito: Divulgação


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