Caio Bonfim conquista bronze no Mundial de Marcha Atlética em Brasília em prova "mais difícil da carreira"
Caio Bonfim conquista bronze no Mundial de Marcha Atlética em Brasília em prova "mais difícil da carreira"
Brasiliense supera pressão de competir em casa, garante pódio inédito na
competição e celebra apoio do público no Eixo Monumental
Foto: Ronaldo Caldas/MEsp
A medalha de bronze conquistada por Caio Bonfim no Campeonato Mundial de
Marcha Atlética, neste domingo (12), em Brasília, foi resultado de uma prova
marcada por alto nível técnico e intensidade emocional. Competindo em
casa, diante de milhares de torcedores, o atleta descreveu a disputa como a
mais difícil de sua carreira.
“Foi a prova mais difícil da minha carreira por conta do emocional. Você
não quer decepcionar. São mais de 1h20 de prova, 21 voltas, e parecia que a
cada volta era um Mundial”, afirmou. Segundo Caio, a presença massiva do
público aumentou a pressão, mas também impulsionou seu desempenho ao
longo do percurso montado no Eixo Monumental.
“Eu queria voltar para casa com uma medalha. Lutei muito. Quando vi que
dava, fui com tudo. Estou muito feliz, muito orgulhoso”, disse. O marchador
também destacou o nível dos adversários e a necessidade de mudar sua estratégia
habitual. “Aqui era oito ou oitenta. Eu tive que arriscar mais. Quando você é
campeão mundial, todo mundo quer ganhar de você. Não tem essa de estar em casa.
Só tinha atleta de alto nível”, explicou.
Ao final, Caio ressaltou o peso simbólico da conquista em Brasília. “Eu
brinco que completei meu álbum. Já tinha medalha olímpica, de Mundial de
Atletismo, e faltava essa. E ela veio em casa. Essa é a medalha que não vai
para a prateleira, a de poder marchar sendo incentivado”, completou.
Secretária Iziane Marques ao
lado de Caio Bonfim e da treinadora e mãe do atleta, Gianetti. Foto: Ronaldo
Caldas/MEsp
Incentivo ao esporte e legado do Mundial
Para a secretária nacional de Excelência Esportiva do Ministério do
Esporte, Iziane Marques, a realização de um evento desse porte no Brasil tem
impacto direto na formação de novos atletas.
“O grande legado é mostrar para
crianças e jovens que eles também podem se tornar atletas olímpicos. Quando a
gente traz esses eventos, essa possibilidade se torna real”, destacou Iziane.
Iziane enfatizou o papel do programa Bolsa Atleta no desenvolvimento do
esporte de alto rendimento. “Ter uma política pública que garante segurança
financeira ao atleta durante a carreira é um diferencial enorme. Isso permite
que ele tenha condições adequadas de treinamento, possa viajar, competir e
evoluir”, afirmou.
Família emociona e acompanha cada passo do atleta
Avó, irmão, primos, tios, tias e
sobrinhos de Caio Bonfim. Foto: Isabella Alves/Mesp
O irmão de Caio, o jornalista Evam Bonfim, destacou a emoção de ver o
atleta competir em casa. “É muito legal imaginar que está todo mundo aqui, os
atletas que a gente vê na TV, competindo na nossa casa, passando pela
Esplanada, pela Catedral, pelo Museu. É muito especial”, afirmou. E não
escondeu a expectativa: “A gente quer medalha, quer ouro”.
A prima, a cantora Sâmela Oliveira, viveu uma experiência inédita. “É a
primeira vez que vejo uma competição mundial de perto. Antes, a gente esperava
mensagem no WhatsApp. Hoje, ver ao vivo e em casa é indescritível”, disse.
Já a avó, Lourdes Oliveira, resumiu o sentimento da família: “É a
primeira vez que venho assistir o Caio. É muita emoção, ele é nosso orgulho!”.
A mãe e treinadora, Gianetti Bonfim, acompanhou tudo de perto, sendo peça
central na trajetória que levou o atleta ao pódio mundial.
Foto: Henrique Barrios/MEsp
Sobradinho em peso na Esplanada
A energia da torcida foi um dos grandes diferenciais da prova. Moradores
de Sobradinho (DF), cidade natal de Caio, se mobilizaram, organizaram caravanas
e marcaram presença no percurso. “Veio um ônibus com a galera toda, criança,
jovem, idoso, todo mundo para torcer. A expectativa está lá em cima”, contou
Flávio Teles de Castro, que conhece o atleta desde pequeno e treinou com sua
mãe.
Ezequias da Silva César também destacou a relação com a família.
“Conheço ele desde pequeno, nossos pais são amigos. A gente está aqui torcendo
firme e forte”, disse.
Entre os torcedores, o casal de maratonistas Priscila Curi, 33 anos, e
Pedro Andrade, 36, celebrou o momento. “A gente veio compartilhar energia,
empurrar ele para frente. É muito emocionante ter um Mundial aqui”, afirmaram.
Resultados do Mundial e feito histórico
Na disputa da meia maratona, Caio Bonfim garantiu o bronze com o tempo
de 1:27:36, em uma prova decidida nas voltas finais. O ouro ficou com o
italiano Francesco Fortunato (1:27:25), enquanto Misgana Wakuma, da Etiópia,
terminou em segundo (1:27:33).
A medalha de Caio Bonfim é a quinta que ele conquista em Mundiais e a
primeira em um Campeonato Mundial de Marcha Atlética, competição mais antiga da
modalidade, realizada desde 1961.
A conquista também simboliza a evolução da marcha atlética no Brasil,
agora impulsionada pela realização de grandes eventos internacionais no país e
pelo fortalecimento de políticas públicas de incentivo ao esporte.
Foto: Henrique Barrios/MEsp
Brasil conquista bronze inédito por equipes no feminino
Além do pódio de Caio, o Brasil também fez história com a medalha de
bronze inédita por equipes na maratona feminina. O time liderado por Viviane
Lyra, ao lado de Gabriela Muniz, Mayara Vicentainer, Elianay Santana e Thaissa
Gabrielle, garantiu o melhor resultado do país na competição.
Na disputa individual, Viviane terminou em 5º lugar, com 3:34:53.
Gabriela (11ª) e Mayara (12ª) também se destacaram, ambas com recordes
pessoais. O resultado consolida o crescimento da marcha atlética brasileira e
marca um momento histórico para a modalidade, impulsionado pelo apoio do
governo do Brasil.
Fonte: Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte










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